ok. to de porre mesmo. então vai...
não encontrei uma maneira melhor de começar a escrever do que neste estado de espírito alterado.
olha ja vou dizendo, ou melhor escrevendo... não esperem relatos eróticos, nada de instantâneo, nada que possa aliviar por alguns instantes a dor da curiosidade, o prazer de bisbilhotar a vida alheia.
O que vou relatar mesmo é o sofrimento do meu constante processo de criação, como ser humano e como Ator (medíocre que sou), isso mesmo um Ator-mentado pela angústia de querer sempre criar, ter idéias interessantes, fazer sempre melhor, com a vontade de brilhar , conquistar aquela sensação de ter feito da o melhor possível, mesmo que ainda tudo possa ser moldado, ampliado, e mesmo se for para uma platéia de 2 pessoas, em um porão qualquer que chamarei de Teatro.
Mas como eu me conheço vou acabar caindo na tentação, e na desgraça de falar um pouco da minha vida, mesmo sabendo que não vai interessar à ninguém. Não sei se ja deu para perceber que eu tenho um probleminha de auto estima, ela sobe e desce sem cinto de segurança como uma montanha russa, daquelas de madeira bem velha, toda branca, como nos filmes antigos, de aparência frágil, como se a qualquer momento da curva, da subida ou da descida tudo vai se despedaçar, vir abaixo, mas ela continua lá, firme, com sua bela estrutura de madeira frágil e encantadadora.
Por isso toda vez que eu for escrever aqui, pensarei:
CORAGEM, CORAGEM, ESCREVE !
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